Por Redação 14:51:56

Decano do Supremo Afirma que “Nenhum Desconforto” Atingiu a Corte com a Decisão de Alexandre de Moraes, que Tem “Toda a Nossa Confiança”.
O ministro Gilmar Mendes negou atrito no STF após a prisão domiciliar de Bolsonaro, defendendo a atuação de Alexandre de Moraes. O decano destacou a gravidade das acusações da trama golpista.
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (6) que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro tenha causado qualquer tipo de mal-estar ou desconforto entre os membros da Corte. A declaração de Mendes vem em resposta a questionamentos sobre uma suposta insatisfação dos colegas com a postura do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a medida na última segunda-feira (4).

“O Alexandre de Moraes tem toda a nossa confiança e o nosso apoio”, afirmou Mendes, em um claro endosso à atuação do relator do caso. Ele também negou o isolamento de Moraes, ressaltando que “o Brasil teria se tornado um pântano institucional não fosse a ação de Moraes”.
O decano fez questão de frisar a gravidade das acusações contra Bolsonaro e os demais investigados, que, segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), planejavam o sequestro e o assassinato de diversas autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio Alexandre de Moraes. “Estamos falando de coisas sérias, não de um passeio no parque”, disse Mendes.
Prisão e Condições
Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar por ordem de Moraes após, segundo o ministro, ter “ignorado e desrespeitado” o STF e violado medidas cautelares, como a proibição de uso das redes sociais. Moraes restringiu as visitas a advogados, mas nesta quarta-feira liberou a entrada de familiares. A defesa de Bolsonaro, que disse ter sido pega de surpresa, prepara um recurso contra a medida.
Coincidentemente, o governo dos Estados Unidos, que anunciou sanções a ministros do STF e impôs um tarifaço de 50% sobre alguns produtos brasileiros, citou a prisão do ex-presidente como uma “caça às bruxas” em retaliação.


