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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão desta terça-feira sem decidir se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro Flávio Dino, que pediu vista do caso, tem prazo de 90 dias para devolver a questão para julgamento.
Por Robson Silva Moreira
Impasse entre ministros
O impasse ocorreu devido à discordância sobre o rito a ser adotado no julgamento. Inicialmente, apenas o caso de Moraes foi pautado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A análise das suspeitas contra André Mendonça estava marcada para a sessão do dia 23 de setembro.
Pedido de vista de Flávio Dino
Durante a sessão, os ministros ligados à ala de Moraes defenderam que a relação com Vorcaro deveria ser analisada em conjunto com as supostas irregularidades atribuídas ao ministro André Mendonça. O ministro Gilmar Mendes levantou uma questão de ordem para incluir a análise das supostas irregularidades contra Mendonça. A questão foi colocada em julgamento, mas não chegou a ser finalizada porque Dino pediu vista do processo após um bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça.
Acusações contra Mendonça
O ministro André Mendonça é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial na condução das investigações para incriminá-lo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) diz que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da apuração sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.
Investigação sobre Moraes
O caso Moraes veio à tona no dia 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou as conversas para Fachin. A investigação aponta que Vorcaro trocou cerca de 50 mensagens com número atribuído a Alexandre de Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.


