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O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antônio José Campos Moreira, defendeu a necessidade de asfixiar financeiramente as organizações criminosas como estratégia para combater o crime organizado.
Por Robson Silva Moreira
Crime organizado como atividade empresarial
Durante encontro com empresários promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), Moreira afirmou que o crime organizado deve ser visto como uma atividade empresarial que concorre com todas as outras.
Para ele, é preciso avançar sobre o patrimônio e os fluxos financeiros das organizações criminosas, com prioridade para a investigação patrimonial e a recuperação de ativos.
Investigação patrimonial e recuperação de ativos
O procurador explicou que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) tem direcionado suas ações para a investigação patrimonial e a recuperação de ativos, visando asfixiar financeiramente os grupos criminosos.
Moreira destacou que prender lideranças não é suficiente e que é necessário adotar estratégias que atinjam a estrutura econômica das organizações criminosas.
Expansão das facções criminosas no Rio de Janeiro
O procurador-geral de Justiça afirmou que a expansão das facções criminosas ultrapassou os limites da segurança pública, tornando-se um problema de soberania.
Segundo ele, o domínio territorial permitiu às organizações criminosas diversificar suas fontes de receita e avançar sobre atividades econômicas lícitas, tornando o tráfico de drogas uma atividade secundária.


