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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta quinta-feira (3) uma operação para aprofundar as investigações da Operação Ícaro, que apura crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado.
Por Robson Silva Moreira
Mandados de prisão e buscas em diversos locais
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e realizadas buscas em 47 endereços residenciais, profissionais e empresariais na capital paulista, na região metropolitana de São Paulo, no interior paulista e no estado de Mato Grosso do Sul.
Alvos das prisões e valores envolvidos
Um dos alvos das prisões preventivas foi o suposto líder do núcleo privado da organização, que teria repassado aproximadamente R$ 13,6 milhões ao então delegado regional tributário do Butantã entre 2021 e agosto de 2025. Outro alvo atuava na cúpula da estrutura fazendária paulista até maio de 2026.
Mecanismo tributário transformado em mercado clandestino
As investigações mostraram que o grupo teria transformado um mecanismo tributário legítimo em mercado clandestino, com a negociação de créditos dos contribuintes e de atos administrativos necessários para o reconhecimento e a liberação desses créditos. Os favorecidos ganharam entre 1% e 10% dos créditos fiscais nos episódios investigados.
Objetivo das diligências
As diligências realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos Financeiros (Gedec) do MPSP, com apoio de unidades do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Militar, tiveram o objetivo de obter novas provas para dar continuidade às investigações.


