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O surto de sarampo nos Estados Unidos, impulsionado por discursos negacionistas, representa uma ameaça ao Brasil, que registrou 61 casos da doença este ano, a maioria com origem importada.
Por Robson Silva Moreira
Surto nos EUA e impacto global
Mudanças no calendário vacinal dos Estados Unidos, influenciadas por discursos antivacinação do governo Donald Trump, resultaram no pior surto de sarampo em mais de três décadas no país. Mais de 4,4 mil casos foram confirmados este ano, com três mortes. Entre os infectados, 98% não estavam totalmente vacinados.
Pressão sobre o Brasil
O aumento de casos nos EUA e em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que registrou 61 casos de sarampo este ano, a maioria com origem importada. O país permanece certificado como área livre do sarampo, mas a manutenção desse status tem sido desafiadora.
Estratégias de vacinação no Brasil
A reconquista do certificado de área livre de sarampo pelo Brasil foi possível graças a um trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde, com governos estaduais e municípios, para melhorar a vigilância e os índices de vacinação. Em 2024, as taxas de vacinação da tríplice viral foram de 96% na primeira dose e 78% na segunda.
Desinformação e complacência
As mudanças promovidas pelo governo Trump reverberam entre a população brasileira, especialmente pelas redes sociais, e estão relacionadas a discursos de desinformação. A vacinação contra o sarampo precisa ser mantida com cobertura de 95%, não apenas em situações de risco, para evitar a complacência e a falsa sensação de segurança.


