Por Redação 12:16:26
Presidente classifica sanções dos EUA contra ministros do STF como ‘arbitrárias’ e ‘inaceitáveis’, defendendo a soberania nacional em meio à escalada de tensões diplomáticas.
Entenda a crise entre Brasil e EUA. Lula reage às sanções contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes. Saiba o motivo das medidas e a conexão com a operação contra Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva posicionou-se firmemente neste sábado (19) em defesa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), após o governo dos Estados Unidos impor sanções a membros da Corte, incluindo a revogação do visto de Alexandre de Moraes e seus familiares.

Em um comunicado oficial divulgado pelo Palácio do Planalto, Lula expressou total apoio aos magistrados e criticou duramente a ação norte-americana.
“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”, declarou o presidente.
A nota classifica a atitude como uma afronta à soberania brasileira. “A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, afirmou Lula, garantindo que o governo brasileiro atuará para preservar a democracia e a independência das instituições nacionais contra qualquer tipo de ameaça ou intimidação.
A crise diplomática teve início na noite de sexta-feira (18), quando foi anunciada a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes e de “aliados na Corte”, segundo o comunicado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Embora o anúncio não especifique quais outros ministros foram sancionados, a medida gerou reação imediata no Brasil.
O ato do governo americano ocorreu poucas horas depois de o ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), autorizada por Moraes. A operação impôs a Bolsonaro o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno, em uma investigação sobre tentativas de obstrução da justiça. A proximidade entre os dois eventos adicionou um novo capítulo de tensão nas relações entre o poder judiciário brasileiro e figuras políticas internacionais.
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