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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes para decidir se levará a crise entre eles ao plenário. A situação ganhou gravidade com a divulgação de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.
Por Robson Silva Moreira
Relatórios comprometedores e pedidos de investigação
Na última semana, a crise no STF ganhou gravidade sem precedentes com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, suspeito de fraudes financeiras bilionárias e corrupção.
Prazo para manifestação e possíveis decisões
Fachin deu até a próxima sexta-feira (11) para que Moraes e Mendonça se manifestem. O presidente do Supremo pode convocar uma reunião reservada ou decidir monocraticamente sobre o arquivamento ou abertura de investigação contra os colegas.
O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não detalha os procedimentos a serem adotados.


