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O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) alcançou o primeiro lugar nas eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, com 44% dos votos, segundo pesquisas de boca de urna. A vitória coloca a AfD à beira de assumir o poder em nível estadual pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.
Por Robson Silva Moreira
Vitória histórica e impopularidade da coalizão governista
A AfD desferiu uma derrota esmagadora aos conservadores do chanceler Friedrich Merz, refletindo a profunda impopularidade da coalizão governista da Alemanha em um cenário político fragmentado. A participação eleitoral foi elevada, chegando a 77%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, postou uma captura de tela do resultado sem comentários em seu site Truth Social, enquanto líderes de extrema direita em outros países europeus comemoraram a eleição como um mandato para a mudança.
Reações e desafios para a formação de governo
O resultado representa um revés significativo para Merz, cujo índice de aprovação pessoal caiu para níveis historicamente baixos. Uma pesquisa da emissora ARD mostrou que 87% dos eleitores do estado estavam insatisfeitos com o governo federal.
Siegmund, candidato-líder da AfD na Saxônia-Anhalt, rejeitou a ideia de um primeiro-ministro estadual apartidário e descartou quaisquer acordos com outros partidos que impedissem a AfD de cumprir sua promessa de mudança.
Agenda da AfD e reações dos partidos tradicionais
A AfD busca garantir uma base para levar adiante sua agenda, que inclui fortes restrições à imigração, o restabelecimento das relações com a Rússia, o corte do apoio à Ucrânia e a saída do euro.
Todos os principais partidos da Alemanha se recusaram a colaborar com a AfD, que foi classificada como extremista de direita pelo serviço de inteligência interna da Alemanha. Uma exceção é o pequeno partido Aliança de Sahra Wagenknecht (BSW).


