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EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa

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EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa — empreendedorismo na periferia pandemia
EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa

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Pesquisa do Data Favela revela que 56% dos negócios nas comunidades surgiram a partir da pandemia de covid-19, impulsionados pela necessidade de renda extra e desemprego. O setor de alimentação lidera, mas a gestão ainda é precária: a maioria anota gastos em cadernos e enfrenta dificuldades de acesso ao crédito.


Por Gazeta News Guarulhos | O validador oficial da cidade

A Gazeta News Guarulhos traz os dados mais recentes sobre a economia das comunidades, um motor que movimenta bilhões no Brasil. Um levantamento realizado pelo instituto Data Favela, encomendado pela VR, aponta que a crise sanitária iniciada em 2020 foi o ponto de partida para a maioria dos atuais empreendedores desses territórios.

De acordo com o estudo, 56% dos negócios em favelas começaram a funcionar a partir de fevereiro de 2020. Deste total, 12% abriram as portas durante a fase mais crítica da pandemia (até abril de 2022), enquanto 44% foram estabelecidos após o fim do estado de emergência.

EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa — empreendedorismo na periferia pandemia
EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa

 Necessidade como Motor da Inovação

Para muitos, empreender não foi uma escolha planejada, mas uma resposta ao desemprego. Cleo Santana, do Data Favela, explica que a perda de postos de trabalho forçou as pessoas a se reinventarem para garantir o sustento básico.

“Por que não tornar aquela torta que era feita nas festas de família em um produto cuja venda traz renda para dentro de casa?” — Cleo Santana, Data Favela.

As principais motivações citadas pelos entrevistados foram:

Desejo de independência: 45%;

Necessidade econômica: 29%;

Falta de emprego: 26%.

Faturamento e Gestão: A Realidade Financeira

A pesquisa traça um perfil financeiro desafiador. Em cada 10 empreendedores de comunidades, cinco faturam até R$ 3.040,00 por mês.

23% faturam até um salário mínimo (base de referência da época: R$ 1.518);

28% faturam entre um e dois salários mínimos;

Apenas 5% possuem receita superior a R$ 15,2 mil.

O Desafio do Lucro Real O levantamento alerta para a margem de lucro apertada: 57% dos estabelecimentos gastam cerca de R$ 3.040 mensais apenas para manter o negócio funcionando, o que sugere que os gastos muitas vezes equivalem a todo o faturamento.

O “Caderninho” e o Marketing Digital

A gestão formal ainda é um obstáculo. A pesquisa identificou que 59% dos empreendedores administram o negócio apenas com anotações em caderno, enquanto 13% não registram absolutamente nada.

Por outro lado, a digitalização chegou forte na divulgação. O marketing acontece principalmente nas redes:

Instagram: Usado por 75% dos empreendedores;

WhatsApp: Ferramenta de venda para 58%;

Facebook: Utilizado por 41%.

 Baixo Investimento Inicial e Setores em Alta

A barreira de entrada financeira é baixa, o que facilita o início, mas limita o crescimento.

37% abriram o negócio com até R$ 1.520;

57% utilizaram economias pessoais ou da família para começar.

Os setores que dominam as favelas são Alimentação e Bebidas (45%), seguidos por Moda (12%) e Beleza (13%).

 Impacto Econômico

As comunidades brasileiras são potências econômicas, movimentando cerca de R$ 300 bilhões por ano. O fortalecimento desses pequenos negócios gera um ciclo virtuoso, onde empreendedores locais compram de outros produtores da região, desenvolvendo o território.

 

EMPREENDEDORISMO NA PERIFERIA: Pandemia impulsionou 56% dos novos negócios nas favelas, aponta pesquisa

Pesquisa do Data Favela revela que 56% dos negócios nas comunidades surgiram a partir da pandemia de covid-19, impulsionados pela necessidade de renda extra e desemprego. O setor de alimentação lidera, mas a gestão ainda é precária: a maioria anota gastos em cadernos e enfrenta dificuldades de acesso ao crédito.


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Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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