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Às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, os eleitores demonstram pessimismo em relação à economia, com a inflação e os preços altos sendo questões centrais. A insatisfação é atribuída às políticas do presidente Donald Trump, especialmente as tarifas e a guerra com o Irã.
Por Robson Silva Moreira
Inflação e impacto no bolso dos consumidores
Os consumidores dos EUA sentem o aperto no bolso sempre que abastecem o carro, pagam contas de serviços públicos ou pedem uma refeição. A inflação, embora tenha desacelerado desde seu pico em 2022, permanece acima da meta de 2% do Federal Reserve.
A guerra de oito meses entre EUA, Israel e Irã elevou os preços dos combustíveis globalmente, contribuindo para a aceleração dos preços de maneira mais ampla. A demanda por inteligência artificial também está pressionando os preços.
Indicadores econômicos e mercado de trabalho
Apesar do pessimismo, alguns indicadores econômicos são positivos. A taxa de desemprego está historicamente baixa, em 4,2% em setembro, e há mais pessoas empregadas do que nunca. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego estão próximos da menor marca em 57 anos.
O mercado de ações também registrou dezenas de recordes este ano, impulsionado pelo boom de investimentos em inteligência artificial. Os gastos das famílias de renda mais alta, beneficiadas pelo aumento do valor de suas participações no mercado, ajudaram a sustentar o crescimento econômico.
Perspectivas e preocupações dos economistas
Alguns economistas alertam para possíveis fragilidades na economia. Uma onda de resultados financeiros de empresas como Amazon e Intel aumentou as preocupações sobre a sustentabilidade do boom de gastos com IA, levando índices como o Nasdaq a uma queda acentuada.
O Federal Reserve elevou sua taxa básica de juros em setembro e deve aumentar os custos dos empréstimos novamente em dezembro, aplicando um ‘remédio monetário’ para reduzir a inflação sem causar desemprego.


