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Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo

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Brasil melhora desempenho escolar no longo prazo, mas patamar é baixo

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

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O Brasil reduziu a distância entre o desempenho de seus estudantes e a média dos países da OCDE no Pisa 2025, mas especialistas alertam que o patamar de aprendizagem ainda é baixo e inconsistente.

Por Robson Silva Moreira

Estabilidade e queda na média da OCDE

A aproximação do desempenho brasileiro em relação à média da OCDE ocorreu principalmente porque o Brasil manteve seus resultados estáveis enquanto a média da organização recuou, especialmente nos últimos anos.

O Pisa 2025 mostrou que o Brasil obteve 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, enquanto a média da OCDE foi de 466 em leitura, 469 em matemática e 486 em ciências.

Desempenho em matemática e ciências

O Brasil melhorou no longo prazo, especialmente em ciências e leitura. No entanto, a distância em matemática ainda é significativa, com cerca de 4,6 anos de atraso em relação aos membros da OCDE.

A diferença de desempenho em relação à média dos países da OCDE diminuiu de 102 para 58 em leitura, de 131 para 92 em matemática e de 113 para 77 em ciências entre os anos de 2006 e 2025.

Desigualdades e desafios na aprendizagem

Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, que é o mínimo. A disparidade socioeconômica também é um grande desafio, com diferenças significativas entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis.

A pandemia impactou a trajetória escolar dos estudantes, e a recomposição das aprendizagens continua sendo fundamental para garantir que nenhum estudante fique para trás.

Uso de tecnologia em sala de aula

O Pisa 2025 mostrou que 81% dos estudantes brasileiros frequentavam escolas com restrições ao uso de celulares, superando a média da OCDE. A ocorrência de leitura apressada e a dificuldade em avaliar informações também foram destacadas.

Especialistas alertam para a necessidade de ajudar os estudantes a sustentar a atenção e utilizar a tecnologia para ampliar, e não substituir, o pensamento.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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