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Voto de Cármen Lúcia Pode Formar Maioria para Condenar Bolsonaro no STF

Por Gazeta News Guarulhos · 11/09/2025 10:34

Voto de Cármen Lúcia Pode Formar Maioria para Condenar Bolsonaro no STF

Por Gazeta News Guarulhos 10:31:19

Julgamento da Trama Golpista Será Retomado Nesta Quinta-feira com Expectativa de Condenação do Ex-presidente, Cujo Placar Atual é de 2 a 1 pela Culpabilidade.

 


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (11), às 14h, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete ex-aliados, que são acusados de tentar um golpe de Estado no país para mantê-lo no poder após a derrota nas urnas. A expectativa é que o voto da ministra Cármen Lúcia seja decisivo para a formação da maioria pela condenação de Bolsonaro.

Voto de Cármen Lúcia Pode Formar Maioria para Condenar Bolsonaro no STF
Voto de Cármen Lúcia Pode Formar Maioria para Condenar Bolsonaro no STF

Atualmente, o placar é de 2 votos a 1 pela condenação do ex-presidente. Os ministros Alexandre de Moraes (relator) e Flávio Dino votaram pela culpabilidade de Bolsonaro, enquanto Luiz Fux, em um voto de treze horas, divergiu e votou pela absolvição.

A expectativa da acusação e da defesa é que Cármen Lúcia confirme o voto pela condenação de Bolsonaro, baseada em manifestações anteriores da magistrada, especialmente no recebimento da denúncia em março, quando proferiu um duro voto crítico à trama golpista.

Já há maioria formada para a condenação de dois réus: o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do complô; e o general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa bolsonarista em 2022. Ambos foram considerados culpados pelos três ministros que já votaram.

No entanto, Fux divergiu de Moraes e Dino em relação a outros cinco réus, votando pela absolvição de:

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin)

  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha)

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal)

  • Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional – GSI)

  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)

Antes de seus votos pela absolvição, Fux defendeu a anulação total do processo por “incompetência absoluta” do Supremo para julgar a trama golpista, uma vez que nenhum dos réus atualmente ocupa cargo com foro privilegiado na Corte. No entanto, Moraes e Dino reafirmaram a competência da Primeira Turma para julgar o caso.

Todos os réus respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Alexandre Ramagem, atualmente deputado federal, teve parte das acusações suspensas e responde somente a três dos cinco crimes, conforme previsto na Constituição.

O julgamento de Jair Bolsonaro no STF pela trama golpista pode ter maioria para condenação com o voto de Cármen Lúcia nesta quinta-feira. Entenda o placar atual e as expectativas para a decisão que impacta a política brasileira.

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