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Há 30 anos, em 11 de setembro de 1996, o Estado brasileiro reconheceu oficialmente a responsabilidade pela morte de Carlos Marighella, ocorrida em 1969. O filho do guerrilheiro, Carlos Augusto, destaca a importância desse reconhecimento para a reparação da memória e a luta pela democracia.
Por Robson Silva Moreira
O reconhecimento oficial da culpa do Estado
Em 11 de setembro de 1996, Carlos Augusto, filho de Carlos Marighella, recebeu o atestado de óbito que assumia a responsabilidade do Estado pela morte do pai. Esse documento foi emitido nos termos da Lei 9.140, sancionada em 1995, que criou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
O reconhecimento foi um marco importante, pois permitiu que muitas vítimas do período militar tivessem acesso a bens e direitos que antes estavam negados devido ao desaparecimento forçado.
A luta pela reparação e a preservação da memória
Carlos Augusto, conhecido como Carlinhos, destaca que a reparação não se limita a questões legais, mas deve servir como lição para a sociedade. Ele enfatiza a importância de conscientizar a juventude sobre a importância da democracia e a resistência a golpes.
A família de Marighella recebeu um documento retificado no ano passado, que incluiu informações omitidas anteriormente, como o casamento clandestino com Clara Charf, que morreu em 2025 aos 100 anos.
A busca por justiça e a preservação da memória
Carlinhos e Clara Charf atuaram incansavelmente para pedir justiça à memória de Marighella. A Comissão Nacional da Verdade padronizou os dizeres dos documentos de óbito como morte não natural, violenta, decorrente da perseguição política.
A família de Marighella recebeu 62 documentos, incluindo o de Carlos Lamarca, capitão desertor do Exército e também vítima da ditadura.


