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A luta contra o racismo e a garantia da liberdade religiosa continuam sendo desafios no Brasil, que vai às urnas no próximo domingo (25).
Por Robson Silva Moreira
Propostas de Lula e Flávio Bolsonaro
O Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) publicou um minidossiê comparando as ações e proposições dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na área de direitos humanos.
Lula reconhece a discriminação racial como fator de desigualdades e apresenta propostas para aprimorar medidas como ações afirmativas, regularização de quilombos e demarcação de terras indígenas.
Já Flávio Bolsonaro nega a existência do racismo em declarações e no programa de governo, que não menciona termos como ‘cota’, ‘racismo’, ‘negro’, ‘preto’, ‘pardo’, ‘inclusão racial’, ‘terreiro’, ‘matriz africana’, ‘laico’, ‘intolerância’ ou ‘discriminação’.
Impacto das propostas na segurança pública
O Idafro destaca que a proposta de Flávio Bolsonaro de criar um sistema de reconhecimento facial traz mais risco de criminalização de pessoas negras.
Pesquisas mostram que as taxas de erros são maiores em rostos pretos e pardos, levando a prisões equivocadas e abordagens injustas.
O programa de Lula, por outro lado, prioriza a proteção da juventude negra contra a violência e ações para redução de homicídios, uma vez que pessoas negras são as maiores vítimas desse crime.
Racismo religioso e ataques a povos de terreiro
O Idafro cita a criação do grupo que elaborou a política nacional para povos de terreiro, em 2024, como exemplo do compromisso de Lula com o fim do racismo religioso.
A política reforçou direitos dos adeptos dessa fé, como a inviolabilidade dos terreiros, muitas vezes invadidos e depredados.
Durante a campanha, Lula e a primeira-dama Janja Lula da Silva foram vítimas de conteúdo falso, incluindo imagens geradas por inteligência artificial associando Janja a rituais satânicos.


