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Manifestantes se reuniram em Paris e em várias cidades da França neste sábado sob a vigilância de 70 mil policiais, enquanto o governo tentava evitar a repetição dos distúrbios e saques que ocorreram no fim de semana passado.
Por Robson Silva Moreira
Ações policiais e prisões
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou que 135 pessoas foram presas em todo o país até o início da tarde. Muitas dessas prisões ocorreram após revistas preventivas que encontraram fogos de artifício, rolamentos de esferas e outros objetos que poderiam ser usados como armas.
Medidas de segurança e fechamento de estabelecimentos
O governo mobilizou 10 mil policiais a mais do que no dia 17 de outubro, quando protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos resultaram em distúrbios. Grande parte do centro de Paris parecia uma cidade em lockdown, com lojistas fechando as vitrines com tapumes, museus com as portas fechadas e mais de 20 estações de metrô interditadas.
Reações dos manifestantes e líderes políticos
Muitos manifestantes acusaram o governo de reagir de forma exagerada, com soldados enviados para patrulhar a Champs-Élysées. Líderes de esquerda, como Jean-Luc Mélenchon, criticaram a mudança tardia no trajeto da manifestação, afirmando que a medida tinha como objetivo causar confusão e afastar as pessoas.
Protestos em outras cidades
A primeira marcha autorizada neste sábado transcorreu pacificamente em Orléans, onde manifestantes protestaram contra o Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen, que realizava um congresso partidário na cidade. As tensões aumentaram após tiros na sexta-feira, a oeste de Paris, quando um atirador matou uma pessoa e feriu mais quatro.


