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Um estudo do Instituto Update sobre os planos de governo de 12 candidatos à Presidência da República revelou que as propostas voltadas para as mulheres estão concentradas em violência, saúde e cuidado, mas são escassas em relação à participação política e autonomia feminina.
Por Robson Silva Moreira
Violência contra as mulheres é tema mais presente
Nove dos 12 planos analisados, ou 75%, têm propostas explícitas sobre violência contra mulheres, feminicídio ou proteção às vítimas. As sugestões incluem ampliação de redes de proteção e casas-abrigo, integração entre segurança, Justiça, saúde e assistência social, monitoramento eletrônico de agressores, medidas protetivas e endurecimento penal.
Participação política feminina é a menos abordada
Apenas um candidato apresentou uma proposta específica sobre participação político-eleitoral feminina, incluindo combate à violência política de gênero, formação de candidatas e lideranças e regras relacionadas ao financiamento partidário. Um segundo candidato contempla incentivo à liderança feminina e compromisso de indicar mulheres para vagas no Supremo Tribunal Federal.
Autonomia econômica e políticas de cuidado são temas convergentes
Sete dos 12 planos, ou 58%, apresentam propostas específicas relacionadas a trabalho, renda, crédito, empreendedorismo ou independência econômica das mulheres. O tema da autonomia econômica é respaldado por 94% das entrevistadas na pesquisa Mulheres em Diálogo (2025), que concordam que homens e mulheres devem receber o mesmo salário em cargos equivalentes.


