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A Organização dos Estados Americanos (OEA) descreveu a eleição brasileira como cívica e pacífica, elogiando a capacidade técnica e organizacional do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, a entidade expressou preocupação com a desinformação e a polarização política durante o processo eleitoral.
Por Robson Silva Moreira
Capacidade técnica e organizacional do TSE
A OEA destacou a importante capacidade técnica, logística e organizacional do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais. A entidade esteve no Brasil com 91 observadores independentes para acompanhar o processo eleitoral.
O relatório preliminar da OEA também menciona a ampla participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas nos testes das urnas, além do aumento do registro de dados biométricos para 89% desde as eleições de 2024.
Desinformação e polarização política
Apesar de atestar a lisura do pleito, a OEA relatou um clima de tensão e forte polarização política, com manifesta judicialização, confrontos pessoais e narrativas de desinformação destinadas a gerar desconfiança quanto à integridade do sistema eletrônico de votação.
Pontos de atenção destacados pela OEA
A OEA apontou a ausência de um debate eleitoral entre os candidatos à presidência e vice-presidência da República, embora tenha reconhecido a realização de debates entre candidatos a governadores.
O relatório também citou a ausência de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral sobre o uso da imagem real ou gerada por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política.


