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O médico Paulo Roberto Teixeira, uma das principais figuras no combate à aids no Brasil, morreu neste sábado aos 77 anos. Ele foi fundamental na criação de políticas de prevenção e tratamento da doença.
Por Robson Silva Moreira
Primeira resposta do governo à aids
Paulo Roberto Teixeira liderou a criação da primeira resposta do governo brasileiro à aids em 1983, quando a doença era pouco conhecida e marcada pelo estigma. Na época, ele estava à frente do programa de hanseníase do estado de São Paulo, o que o ajudou a desenvolver uma política baseada no direito à saúde e ao respeito.
Defesa do acesso universal ao tratamento
Em 2000, à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Teixeira denunciou os altos preços dos medicamentos e defendeu a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos. Ele organizou um programa internacional de transferência de tecnologia para a produção de antirretrovirais genéricos, fortalecendo a luta dos países pobres pelo acesso ao tratamento.
Trabalho na Organização Mundial da Saúde
Em 2003, Teixeira assumiu o Departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS) e lançou a estratégia 3 by 5, que estabeleceu a meta de tratar 3 milhões de pessoas vivendo com HIV até o fim de 2005.
Reconhecimento do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo sua dedicação à defesa da saúde como direito e ao acesso universal à prevenção e ao tratamento.


