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A fotógrafa e pesquisadora Irene de Figueiredo Santos morreu nesta terça-feira (27), aos 78 anos, em Porto Alegre. Nascida e criada na capital gaúcha, ela dedicou sua carreira à fotografia, pesquisa histórica e valorização da cultura afro-brasileira.
Por Robson Silva Moreira
Carreira e legado
Irene se formou em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e trabalhou com imagens, unindo a fotografia à pesquisa histórica. Ela criou uma linguagem própria que valorizava as pessoas, as expressões culturais e a memória coletiva.
A fotógrafa transitou por áreas como artes cênicas, música e artes visuais, além de ter publicado livros e realizado exposições.
Obra mais conhecida
O trabalho mais conhecido de Irene é o livro Negro em Preto e Branco – História Fotográfica da População Negra de Porto Alegre, publicado em 2005. A obra reúne fotografias e histórias que ajudam a reconstruir a presença de pessoas negras na formação social e cultural da capital gaúcha.
O livro recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, na categoria Literatura Especial, em 2006. Em entrevista ao jornal Brasil de Fato, Irene afirmou que a obra provou a existência de negros honestos e trabalhadores em uma cidade racista como Porto Alegre.


