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A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou nova dimensão após o ministro Alexandre de Moraes pedir investigação do colega André Mendonça, que levantou sigilo de documentos envolvendo o caso Banco Master.
Por Robson Silva Moreira
Moraes acusa Mendonça de irregularidades
O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que sejam tomadas providências para investigar o ministro André Mendonça. A solicitação ocorreu após Mendonça ter retirado o sigilo de documentos da Polícia Federal que envolvem mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que citam Moraes.
Na decisão encaminhada a Fachin, Moraes cita possíveis irregularidades na atuação de Mendonça, incluindo suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa, crime de responsabilidade e direcionamento das investigações.
Conflito expõe divisão interna na Corte
O episódio transformou uma espécie de ‘guerra fria’ entre ministros em um confronto aberto dentro do Supremo. A situação ganhou repercussão porque as acusações envolvem dois integrantes da Corte e investigações de grande repercussão política e econômica.
Fachin determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre os episódios envolvendo os documentos e as comunicações relacionadas a Vorcaro.
Parlamentares reagem à crise
O conflito ultrapassou as paredes do STF, com parlamentares ligados à oposição defendendo Mendonça e acusando Moraes de retaliação. A reação ocorre em um ambiente de forte polarização política e às vésperas das eleições de 2026.
Parlamentares bolsonaristas classificaram a iniciativa de Moraes como uma tentativa de intimidar o colega, enquanto aliados de Moraes sustentam que a atuação de Mendonça precisa ser examinada diante das suspeitas de irregularidades apontadas nos relatórios da PF.


