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Os candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) de um debate na TV Bandeirantes, marcado por acusações mútuas e necessidade de intervenção dos mediadores.
Por Robson Silva Moreira
Acusações mútuas e intervenções dos mediadores
No primeiro bloco, Lula questionou Flávio sobre os R$ 134 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro e a defesa de acusado de assassinar uma criança. O presidente também perguntou sobre a proximidade de Flávio com assassinos da vereadora Marielle Franco, posição contrária à marcação numerária nas cápsulas de munições e voto contra a ampliação da licença-maternidade durante mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Flávio, por sua vez, fez perguntas sobre o filho de Lula, Fábio Luís, investigado por participação em suposto esquema de tráfico de influência. Ele ainda acusou o governo Lula de responsabilidade por irregularidades no INSS, sem mencionar que os desvios começaram no governo de Jair Bolsonaro e foram combatidos no atual governo, com ressarcimento pago aos aposentados.
Propostas de segurança e saúde
No debate de propostas, Flávio disse que pretende classificar facções criminosas como narcoterroristas e construir 500 mil vagas no sistema penitenciário. Já Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir os papéis de municípios, estados e União, combater a criminalidade e envolver o governo federal nas ações que hoje são de responsabilidade de prefeitos e governadores.
Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio afirmou que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, para o cargo de ministro da saúde, com a ideia de instituir um ‘padrão Einstein no SUS’. Lula, por sua vez, criticou a condução da pandemia pelo governo Bolsonaro, citando os mais de 716 mil mortos pela ‘irresponsabilidade’ do governo.
Escala 6×1 e quebra de sigilo
Flávio falou sobre o fim da escala 6×1, proposta defendida pelo governo Lula e recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Ele afirmou ter votado a favor da matéria, após ouvir a opinião de trabalhadores. Lula, por sua vez, desafiou Flávio a apresentar os sigilos bancário e telefônico de ambos, incluindo os de seus familiares, para que fossem apuradas eventuais irregularidades antes das eleições.
Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou expressamente que aceitaria a proposta nos termos apresentados por Lula. Em seguida, acusou, sem provas, o presidente de manter recursos fora de suas contas bancárias.


