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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a operar um modelo computacional próprio de previsão do tempo, o Monan, que promete aumentar a precisão e a rapidez no monitoramento de eventos climáticos no Brasil.
Por Robson Silva Moreira
Modelo Monan e suas capacidades
O Modelo para Previsões de Oceano, Terra e Atmosfera (Monan) foi desenvolvido nos últimos três anos e está rodando no supercomputador Jaci, instalado no centro de dados do Inpe em Cachoeira Paulista (SP).
O modelo brasileiro opera com cobertura global e resolução de dez quilômetros, com duas atualizações diárias. Ele gera previsões do tempo altamente confiáveis com até 11 dias de antecedência.
Impacto das previsões climáticas
Com o novo modelo, a acuidade das previsões meteorológicas brasileiras passa a estar no mesmo patamar de precisão de órgãos de referência dos Estados Unidos e da Europa.
O Monan irá garantir alertas antecipados de desastres, aumentando a rapidez no monitoramento de tempestades, frentes frias e secas severas.
Benefícios para a agricultura e gestão de recursos hídricos
O modelo também ajudará no planejamento de plantios e colheitas, mitigando os prejuízos das oscilações do clima tropical, e gerará estimativas mais detalhadas do volume de chuvas nas bacias hidrográficas.
Planos futuros para o sistema
As próximas etapas de desenvolvimento do sistema incluirão um modelo regional para a América do Sul, com resolução de cinco quilômetros, e ferramentas específicas para previsões de curtíssimo prazo, válidas para até seis horas.


