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O Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta um impacto financeiro de R$ 30,6 bilhões anuais devido aos danos à saúde causados por apostas online e jogos de azar. Nos últimos cinco anos, houve um aumento de 140% na procura por atendimento relacionado à dependência.
Por Robson Silva Moreira
Custo elevado para o SUS
O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) aponta que o custo anual para o SUS com tratamentos de depressão, ansiedade e suicídio relacionado a apostas online é de R$ 30,6 bilhões. Apenas 1% do valor arrecadado pelas operadoras de apostas é destinado ao Ministério da Saúde para minimizar esses danos.
Aumento na procura por atendimento
Nos últimos cinco anos, a busca por atendimento no SUS por causa da dependência de apostas online e jogos de azar aumentou 140%. O diretor de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, destaca que o crescimento foi registrado em toda a Rede de Atenção Psicossocial.
Teleatendimento e autoexclusão
O Ministério da Saúde lançou um serviço de teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas, com capacidade ampliada para até 100 mil atendimentos mensais. Além disso, mais de 5 milhões de CPFs foram bloqueados em sites de apostas online, e mais de 1 milhão de usuários pediram autoexclusão, com quase metade alegando problemas de saúde mental.
Histórias de superação
Gustavo Pereira, de 24 anos, utilizou a plataforma de autoexclusão para evitar recaídas e se manter longe das apostas. Ele começou a vender café nas ruas de Lages, em Santa Catarina, para recomeçar a vida após deixar de apostar. Carla Xavier, de 41 anos, frequentadora do grupo Jogadores Anônimos, está há mais de um ano longe do vício e destaca a importância do apoio familiar.


