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Governo publica estratégia para fiscalizar hospitais particulares

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Governo publica estratégia para fiscalizar hospitais particulares

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

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O governo federal publicou nesta terça-feira, 29, a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela iniciativa privada. A norma define padrões e critérios para fiscalizar hospitais e clínicas particulares, com previsão de multas para quem descumprir as regras.

Por Robson Silva Moreira

Padrões e critérios de qualidade

A nova lei estabelece que os serviços de assistência à saúde devem observar, no mínimo, segurança do paciente, adoção de tratamentos eficazes, disponibilidade adequada de profissionais e estruturas, atendimento ágil, cuidado centrado no paciente e garantia de equidade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) será responsável por definir os parâmetros das avaliações, considerando as características de cada tipo de prestador de serviço.

Certificações e fiscalização

A norma autoriza o uso de certificações externas de qualidade, mas essas não substituem as inspeções e fiscalizações feitas por órgãos reguladores e conselhos profissionais.

Os padrões de qualidade também serão aplicados aos estabelecimentos públicos de saúde, que deverão passar por avaliações com divulgação dos resultados.

Penalidades para descumprimento

A lei prevê multa diária de R$ 5 mil para prestadores privados que não cumprirem os padrões de qualidade. A penalidade pode aumentar até 100 vezes, conforme a capacidade econômica do estabelecimento.

Além disso, há previsão de responsabilização civil em casos de danos à saúde dos pacientes e aplicação de outras sanções relacionadas ao descumprimento das normas de proteção ao consumidor e da regulamentação da ANS.

Histórico da lei

O projeto que originou a lei foi apresentado em 2024 pelo então senador Flávio Dino, após a morte do filho Marcelo Dino, de 13 anos, em um hospital particular de Brasília.

A criança morreu em 2012 após uma crise de asma. Segundo a família, a demora no atendimento adequado foi causada pela ausência da médica plantonista da UTI pediátrica.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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