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O governo federal investiga a possibilidade de uma organização estar por trás dos incêndios no Amazonas. Até o momento, 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência foram abertos para apurar condutas criminosas.
Por Robson Silva Moreira
Investigações em andamento
As equipes da força-tarefa que atuam no combate aos incêndios no Amazonas já abriram 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência, procedimentos investigatórios para apurar possíveis condutas criminosas.
Durante entrevista coletiva em Manaus, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os focos de incêndio tiveram origem humana e garantiu investigação para identificar os responsáveis.
Suspeita de ação organizada
O ministro lembrou de situações similares de incêndios criminosos ocorridos em 2024, quando foram registrados mais de dois mil incêndios simultâneos em São Paulo e no Pará, conhecido como o ‘Dia do Fogo’.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está envolvida nas investigações para verificar se há uma organização por trás dos incêndios.
Impacto nas cidades amazonenses
Os incêndios têm gerado enormes nuvens de fumaça, levando diversas cidades do estado a suspender atividades. Em Manaus, a qualidade do ar crítica resultou na suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino, na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
Ações do governo federal
O governo federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações no Amazonas, incluindo um avião KC-390 para lançamento de água em grandes volumes e três helicópteros para transporte de brigadistas.
Além disso, 290 brigadistas já atuam em campo, com mais 40 brigadistas federais em deslocamento para reforçar as operações de combate aos incêndios.


