Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
O tsunami meteorológico que atingiu a costa sul de Santa Catarina em 21 de setembro foi registrado por moradores e equipamentos, mas a falta de dados históricos e de sensores dificulta a identificação de tendências e a avaliação da frequência desses eventos.
Por Robson Silva Moreira
Monitoramento limitado por falta de dados históricos
A ausência de séries históricas é um dos principais obstáculos para a análise dos tsunamis meteorológicos. Modelos utilizados para estudar fenômenos desse tipo precisam de registros de várias décadas, e em alguns casos, de mais de cem anos para serem validados.
No litoral catarinense, o monitoramento por meio de marégrafos tem cerca de uma década, o que limita a capacidade de detectar e analisar os fenômenos.
Equipamentos insuficientes para acompanhar fenômenos rápidos
A rede de sensores em Santa Catarina é composta principalmente por equipamentos da Epagri, empresa pública estadual. No entanto, a rede está configurada para registros de hora em hora, o que limita a capacidade de acompanhar um fenômeno que pode ocorrer e se dissipar em poucos minutos.
Para melhorar o monitoramento, seria necessário uma rede com maior quantidade de sensores e registros mais frequentes, permitindo o desenvolvimento de sistemas específicos de acompanhamento e alerta.
Conhecimento tradicional dos pescadores complementa dados científicos
Os relatos de pescadores, que acumulam conhecimento sobre as condições do mar, são considerados relevantes pelos pesquisadores. Esse conhecimento tradicional continua sendo uma fonte importante de informações, mas tem sido afetado pelas mudanças nas condições do oceano e da atmosfera.
Com as mudanças climáticas, o mar não se comporta mais da forma como os pescadores estão acostumados, e eles passam a recorrer a outras fontes, como os serviços meteorológicos.


