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Um estudo da Fundação do Câncer alerta para a ocorrência de melanoma em áreas fora da pele, como olhos, mucosas e órgãos internos, destacando a necessidade de diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura.
Por Robson Silva Moreira
Ocorrência do melanoma extracutâneo
O melanoma, tipo de câncer originado nas células produtoras de melanina, pode se manifestar em estruturas extracutâneas, como no olho, em mucosas da cavidade oral e em órgãos internos dos sistemas genital e digestório. Esse tipo de neoplasia é menos frequente, mas mais agressivo e letal devido à maior possibilidade de metástase.
Diagnóstico e tratamento do melanoma
O boletim Análises e Tendências em Câncer, da Fundação do Câncer, destaca a importância do conhecimento sobre o melanoma para prevenir, diagnosticar mais cedo e planejar melhor os serviços de saúde. O tratamento padrão pelo SUS inclui cirurgia da lesão primária e remoção dos linfonodos envolvidos, com a cirurgia sendo o principal tratamento inicial em todas as regiões do país.
Avanços e desafios no tratamento
A imunoterapia, com medicamentos como nivolumabe e pembrolizumabe, aumentou a taxa de resposta aos tratamentos oncológicos, elevando a sobrevida de pacientes com melanoma avançado. No entanto, o alto custo desses medicamentos continua sendo uma barreira para o acesso no SUS, exigindo soluções como a compra centralizada e a industrialização da saúde.
Estatísticas e localização do melanoma extracutâneo
Um estudo epidemiológico com 42.255 casos no Brasil mostrou que 92,2% eram melanomas cutâneos, 5,7% oculares e 2,5% de mucosa. Entre 1990 e 2021, foram registrados 1.324 novos casos de melanoma extracutâneo, com o olho sendo a principal localização primária (75%).


