Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Um estudo da Universidade Federal de Viçosa (UFV) em parceria com a Croplife Brasil mostrou que as lavouras de soja no Brasil podem ter uma perda de até 55% na produtividade caso não sejam protegidas contra pragas, doenças e ervas daninhas.
Por Robson Silva Moreira
Impacto econômico e ambiental dos defensivos agrícolas
A pesquisa estimou que, sem controle fitossanitário, seria necessário plantar uma área adicional de 33,5 milhões de hectares para compensar as perdas, quase o tamanho do estado de Goiás.
A perda média em cenário sem manejo chegaria a 121,3 milhões de toneladas, com um valor estimado de R$ 223,5 bilhões. Com controle ótimo, a receita brasileira com exportações de soja chegaria a US$ 44,2 bilhões, enquanto sem controle recuaria para US$ 26,6 bilhões.
Riscos dos defensivos químicos
O uso de defensivos químicos cresceu 4,4 vezes no Brasil entre 2003 e 2023, passando de 180 mil toneladas para 800 mil toneladas anuais.
O Brasil é o país com maior uso de agrotóxicos por hectare plantado, com 10,9 quilos por hectare, quatro vezes mais que os Estados Unidos e cinco vezes mais que a China.
Organismos geneticamente modificados e uso de defensivos
Organismos geneticamente modificados podem tanto reduzir quanto aumentar o uso de agrotóxicos, dependendo das características da modificação genética.
O pesquisador da Embrapa Robson Barizon alerta que algumas plantas OGM são imunes a doenças e predadores, dispensando o uso de defensivos, mas outras são imunes a agrotóxicos, o que pode levar ao aumento do uso dessas substâncias.


