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Um estudo do Unicef divulgado nesta quinta-feira (24) mostrou que muitos pais e mães ainda veem a palmada como uma forma de disciplina e não como violência.
Por Robson Silva Moreira
Pais e mães veem palmada como disciplina
O levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) ouviu 214 pessoas em regiões de vulnerabilidade, incluindo pais, cuidadores e lideranças comunitárias. Foram 123 no Rio de Janeiro, 37 no Recife e 54 em Manaus.
A pesquisa identificou que muitas famílias usam a violência para disciplinar as crianças, considerando a palmada uma forma de educação.
Legislação pouco conhecida e interpretada de forma distorcida
A lei Menino Bernardo, conhecida como Lei da Palmada, tem 12 anos de existência e integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A pesquisadora Luiza Teixeira, do Unicef, afirmou que a legislação é pouco conhecida e interpretada a partir de normas sociais que legitimam a violência como forma de educar.
Falta de capacitação e serviços públicos
A pesquisa identificou falta de capacitação dos profissionais da rede de proteção sobre como orientar as famílias a educar sem violência.
Há também dificuldade para que os serviços públicos cheguem às famílias, especialmente nas comunidades mais vulneráveis.
Recomendações para prevenir a violência
O Unicef recomenda que os governantes fortaleçam a prevenção da violência, com apoio a profissionais da rede de proteção.
A entidade destaca a necessidade de campanhas que ensinem a estabelecer limites sem violência, dialogando com as realidades dos territórios mais vulneráveis.


