Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais.
Por Robson Silva Moreira
Protagonismo estudantil em momentos decisivos
A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destacou o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país. Ela recuperou a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional, mencionando a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, o impeachment de Fernando Collor e as manifestações contra o governo de Jair Bolsonaro.
Defesa da democracia e da educação pública
Bianca Borges afirmou que o futuro do Brasil está em risco, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso. Ela também apontou os desafios enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento e a necessidade de ampliar a assistência estudantil.
Organização estudantil e participação coletiva
A presidente da UNE defendeu a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e destacou que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos. Ela ressaltou que os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira.
Ato no Rio de Janeiro e mobilização nacional
No dia 7 de outubro de 2026, milhares de estudantes participaram de uma manifestação no centro do Rio de Janeiro, em apoio à reeleição do presidente Lula. O ato foi descrito como tendo tanta gente quanto a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar. A mobilização estudantil começou pelas universidades e se espalhou para outras cidades, com a participação de secundaristas e grêmios.


