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A Espanha vive uma crise no setor habitacional com preços de aluguéis e imóveis disparando. Em meio a protestos diários contra ações de despejo, o presidente Pedro Sánchez convocou eleições legislativas antecipadas para 29 de novembro. Em resposta, as centrais sindicais UGT e CCOO anunciaram uma greve geral para 11 de novembro.
Por Robson Silva Moreira
Greve geral convocada por sindicatos
As duas principais centrais sindicais espanholas, UGT e CCOO, anunciaram uma greve geral para 11 de novembro. A paralisação de 24 horas ocorre às vésperas do início da campanha para as eleições legislativas antecipadas, convocadas pelo presidente Pedro Sánchez para 29 de novembro.
A decisão dos sindicatos responde a um apelo das associações reunidas na Confederação de Sindicatos de Inquilinas, que defendem o direito à habitação e têm mobilizado milhares de pessoas em protestos diários desde 23 de setembro.
Críticas das associações empresariais e partidos de oposição
As associações empresariais criticaram o anúncio da greve, questionando a legalidade e o oportunismo do movimento. O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais, Antonio Garamendi, afirmou que a greve tem um ‘claro componente político e eleitoral’.
Os maiores partidos da oposição, Partido Popular (PP) e Vox, também criticaram a greve. O porta-voz do PP, Borja Sémper, disse que a decisão é ‘eminentemente política’ e visa favorecer a ação política de Pedro Sánchez.


