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Cerca de um quarto dos pacientes com esclerose múltipla demora mais de cinco anos para receber o diagnóstico correto, o que agrava a progressão da doença. A informação é de uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).
Por Robson Silva Moreira
Pesquisa revela demora no diagnóstico
A pesquisa da HSR Health, em parceria com a Roche Farma, ouviu 368 pessoas em tratamento contra esclerose múltipla no Brasil. O estudo mostrou que 26,6% dos entrevistados esperaram mais de cinco anos pelo diagnóstico definitivo, e 14,1% levaram uma década ou mais entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença.
Barreiras para o diagnóstico correto
Para 36% dos entrevistados, a principal barreira até o diagnóstico são os médicos e profissionais de saúde. Outros 23% apontaram exames e investigações, como a ressonância magnética, que é um procedimento de custo mais alto. Além disso, 18% indicaram a própria demora do diagnóstico, enquanto 12% mencionaram os custos no acesso ao diagnóstico correto.
Impacto da demora no diagnóstico
A agilidade no diagnóstico é crucial para retardar danos permanentes causados pela doença, segundo o neurologista Rodrigo Kleinpaul. A demora pode levar à progressão de incapacidade e à incapacidade definitiva. A pesquisa também revelou que 48% dos pacientes estão estáveis ou em remissão, e 39% são economicamente ativos atualmente.
História de paciente com esclerose múltipla
A educadora física Lucimara de Lima Santana, de 44 anos, demorou quatro anos para receber o diagnóstico correto. Ela percorreu consultórios de médicos especialistas em São Paulo até descobrir a doença. Lucimara teve que se adaptar para continuar trabalhando, aprendendo a dar aulas de Pilates online durante a pandemia da Covid-19.


