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No Dia Nacional do Voluntariado, comemorado nesta sexta-feira (28), psicólogos e outros profissionais de saúde mental relatam como o trabalho voluntário transforma a vida de quem recebe ajuda e de quem a oferece.
Por Robson Silva Moreira
Psicóloga de Brasília atua em causas humanitárias
A psicóloga Esly Carvalho, especializada em traumas, atua como voluntária em causas humanitárias. Com 45 anos de experiência, ela treina equipes para lidar com pacientes em momentos de estresse pós-traumático.
Na Venezuela, após o terremoto de junho que matou mais de 6 mil pessoas, Esly desenvolveu um programa de intervenção para profissionais. Já foram formados mais de 100 colegas, que atenderam mais de 500 pessoas.
Projeto Help: de seis amigos a 7 mil voluntários
O projeto Help nasceu em 2017, em São Paulo, com seis amigos que saíram de crises de depressão. Eles começaram amarrando mensagens em viadutos e pontes, oferecendo ajuda.
Hoje, o projeto conta com 7 mil voluntários em todas as unidades federativas do país e uma página no Instagram com 389 mil seguidores. O atendimento ocorre de forma remota e presencial, com foco em jovens que sofrem com ansiedade e depressão.
Atuação em Brasília e apoio a jovens
Em Brasília, o coordenador do grupo é o militar da Marinha Thiago Domingos, que se tornou voluntário após conhecer casos de suicídios entre jovens nas Forças Armadas.
O projeto atende cerca de 5 mil pessoas nos últimos anos na capital federal, com 15 psicólogos voluntários. A psicóloga Juliana Cei destaca a crise de saúde mental generalizada e a importância do apoio voluntário.
Apoio à comunidade LGBTQIA+
O psicólogo Lucas Hedler, de 45 anos, criou um grupo de apoio para pessoas trans, ajudando a compartilhar histórias e inseguranças de forma segura.
Lucas também pretende criar mais projetos de atendimento voluntário para pessoas trans, especialmente após a pandemia, que foi difícil para esse grupo.


