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Delegado da Polícia Civil de São Paulo alerta sobre o aumento de golpes digitais que utilizam inteligência artificial para enganar vítimas, explorando sentimentos como medo e urgência.
Por Robson Silva Moreira
Estratégias dos criminosos
Golpistas têm utilizado diversas estratégias para convencer vítimas a fornecer dados, realizar transferências ou entregar dinheiro. Com o avanço da tecnologia, as fraudes passaram a utilizar recursos de inteligência artificial (IA) para reproduzir imagens e vozes de pessoas conhecidas, tornando as abordagens mais convincentes.
De acordo com o delegado Paulo Barbosa, da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) da Polícia Civil de São Paulo, sentimentos como medo, sensação de urgência e expectativa de obter alguma vantagem são os principais elementos explorados pelos criminosos.
Golpes adaptados a diferentes situações
Os criminosos adaptam as abordagens conforme o período do ano e os hábitos das vítimas. Durante a Black Friday, por exemplo, surgem páginas falsas de comércio eletrônico oferecendo produtos por valores muito abaixo dos praticados normalmente.
Outro golpe frequente é o da falsa central bancária, onde o criminoso se passa por funcionário ou gerente de um banco e afirma que uma compra suspeita foi identificada no cartão da vítima.
Golpe do falso familiar
As redes sociais fornecem informações que podem ser utilizadas pelos criminosos. Uma das estratégias consiste em usar a fotografia de um familiar da vítima para criar um perfil falso e pedir dinheiro por aplicativos de mensagens.
Em alguns casos, os criminosos utilizam informações disponíveis publicamente na internet e recursos de IA para reproduzir a voz da pessoa. Um exemplo relatado pelo delegado envolve um criminoso que se passou pelo filho da vítima, afirmando que o carro havia quebrado em uma rodovia e pedindo um Pix para pagar um suposto mecânico.
Medidas de prevenção
A orientação da Polícia Civil é evitar decisões impulsivas, principalmente quando a abordagem envolve dinheiro, dados pessoais ou informações bancárias. Algumas medidas recomendadas são desconfiar de mensagens que criam sensação de urgência, confirmar pedidos de dinheiro diretamente com a pessoa envolvida e nunca fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários por telefone ou mensagem.
Em caso de contato supostamente feito pelo banco, a recomendação é procurar os canais oficiais da instituição. Evitar clicar em links recebidos de remetentes desconhecidos e pesquisar ofertas e investimentos antes de realizar qualquer pagamento também são medidas importantes.


