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A defesa do senador Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir a investigação sobre a destinação de emendas parlamentares a entidades ligadas à produtora do filme Dark Horse do ministro Flávio Dino para André Mendonça.
Por Robson Silva Moreira
Pedidos ao STF
Os pedidos foram feitos entre 3 e 29 de julho deste ano. Duas solicitações foram encaminhadas ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e outras duas ao próprio Dino, segundo documentos.
Os advogados argumentaram que Mendonça deveria concentrar as investigações relacionadas ao filme, pois já é relator de outros procedimentos envolvendo a produção e o financiamento obtido junto ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Disputa pela relatoria
A defesa acusou a distribuição do caso a Dino de criar uma ‘prevenção artificial’ para definir a relatoria.
Em outro pedido, a defesa argumentou que cinco de seis procedimentos relacionados à investigação já estavam sob a relatoria de Mendonça e que apenas um havia sido distribuído a Dino.
Investigação sobre o filme
As apurações envolvendo o filme Dark Horse abrangem diferentes frentes, incluindo repasses de R$ 62,8 milhões atribuídos a Vorcaro para o financiamento do filme.
A investigação sobre as emendas ganhou força após denúncias de possível desvio de finalidade e falta de transparência na aplicação dos recursos.
Operação da PF
Na quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação relacionada à apuração e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão.
A operação foi autorizada por Flávio Dino, justamente no procedimento que a defesa de Flávio Bolsonaro tentou transferir para Mendonça.


