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A 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) encerrou nesta sexta-feira (30) em Yerevan, na Armênia, com uma avaliação pouco positiva sobre os avanços nas ações globais para conter a crise da biodiversidade.
Por Robson Silva Moreira
Relatórios nacionais mostram lacunas e dificuldades
Os relatórios nacionais apresentados pelos países em relação ao tratado internacional trouxeram muitas lacunas nos dados e capacidade de monitoramento dentro dos países. De forma geral, o balanço dos indicadores para o cumprimento das 23 metas de proteção da biodiversidade para 2030 foi negativo.
As Partes informaram que menos da metade das metas nacionais relacionadas a qualquer meta global estavam em vias de ser alcançadas.
Avanços desiguais e desafios persistentes
Entre os avanços nas metas do tratado internacional, os países destacam medidas para deter a extinção de espécies, o aperfeiçoamento do manejo sustentável de animais silvestres e ações de enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade.
Por outro lado, os países apontaram dificuldades para avançar nas metas que tratam da redução de espécies exóticas invasoras, na promoção de escolhas sustentáveis e na conectividade de áreas de conservação.
Financiamento insuficiente e necessidade de diversificação
Os relatórios dos países, especialmente os menos avançados e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, apontaram a falta de disponibilidade de meios de implementação suficientes como o obstáculo mais comum à implementação das metas.
Na COP17 foram anunciados US$ 60 milhões para o Fundo Global para a Biodiversidade e novos compromissos com o 9º ciclo do Fundo Global para o Meio Ambiente em torno de US$ 4,4 milhões. Para especialistas, são valores modestos e que precisam ser ampliados.


