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O Comitê de Supervisão da Meta identificou falhas recorrentes na moderação de conteúdos relacionados às eleições presidenciais brasileiras, além de preocupações com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Por Robson Silva Moreira
Criticas à moderação nas eleições brasileiras
O Comitê de Supervisão da Meta apontou falhas na aplicação de regras de integridade eleitoral durante as eleições presidenciais brasileiras. A empresa controla Facebook, Instagram e WhatsApp. O órgão destacou que a aplicação excessivamente rigorosa das políticas antifraude atingiu a conta de anúncios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Meta nega tratamento desigual entre candidaturas
A Meta negou ter favorecido o alcance de publicações em prol de algum dos candidatos na corrida presidencial. Em documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa afirmou que os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória. A resposta foi dada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, que determinou que a empresa apresentasse informações sobre as medidas adotadas para garantir o tratamento isonômico às duas candidaturas.
Protestos em São Paulo contra a Meta
Centenas de manifestantes protestaram em São Paulo, na região das sedes da Meta e do Google, contra a censura nas participações de ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação dos conteúdos e defesa de interesses próprios na gestão dos conteúdos e comunidades.
Exigência de transparência na moderação
O Conselho de Supervisão da Meta solicitou à empresa que construísse uma estrutura mensurável para avaliar seus esforços de proteção da integridade eleitoral. O conselho cobrou indicadores públicos que avaliem de forma transparente a eficácia das medidas de aplicação das regras, algo que ainda não foi estabelecido pela empresa.


