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Equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes entre os destroços de dois trens de alta velocidade que colidiram na província de Toledo, na Espanha. Até o momento, 69 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.
Por Robson Silva Moreira
Operações de resgate e busca
Equipes de emergência trabalham cuidadosamente nos vagões destruídos, na esperança de encontrar mais sobreviventes. Guindastes foram utilizados durante a noite para remover partes dos destroços, e uma unidade canina foi mobilizada para garantir que ninguém permaneça preso nos destroços.
O governador regional, Emiliano Garcia-Page, informou que o número de mortos subiu para 69, e que restos mortais foram encontrados durante os trabalhos de resgate realizados durante a madrugada. Os trabalhos agora envolvem operações com guindastes, especialmente em um vagão que ainda estava tombado.
Impacto da tragédia e medidas de segurança
O acidente desencadeou uma grande operação de resgate que envolveu mais de 800 militares e policiais, mais de 200 veículos, três helicópteros, um posto de comando móvel, drones, unidades montadas e cães de busca. Um juiz em Toledo proibiu qualquer pessoa que não estivesse envolvida em atividades de emergência, segurança, assistência médica ou judiciais de entrar no local do acidente, estabelecendo uma área de exclusão de 2 km, em ambas as direções, ao longo da linha ferroviária de alta velocidade Madri-Sevilha.
Greve dos maquinistas e impacto político
Os maquinistas na Espanha seguem com uma greve previamente planejada para pressionar por mais investimentos na segurança ferroviária. O acidente abalou a campanha para as eleições antecipadas de 29 de novembro, com os líderes dos dois principais partidos da Espanha suspendendo eventos. O governo espanhol declarou três dias de luto nacional pelas vítimas do acidente.


