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Mães da Penha cobram justiça por mortes na Operação Contenção

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Mães da Penha cobram justiça por mortes na Operação Contenção — maes da penha cobram justica por

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

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Mães de vítimas da Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, se reuniram nesta quarta-feira (28) para cobrar justiça pelas mortes. A operação deixou 122 pessoas mortas e foi a mais letal da história do estado.

Por Robson Silva Moreira

Mães denunciam execuções sumárias e falta de investigação

Tauã Brito, mãe de Wellington Brito, um dos jovens mortos, afirmou que a polícia mata por causa do CEP. Ela denunciou a naturalização da violência e a falta de investigação sobre as execuções. ‘Justiça não pode ser um privilégio de quem tem dinheiro, mora em condomínio ou ocupa cargo de poder’, disse.

Tauã lembrou que, em maio de 2025, a polícia fez a maior apreensão de armas da história em um condomínio na Barra da Tijuca, sem que houvesse mortes. ‘Segurança de verdade é proteger a vida’, afirmou.

Human Rights Watch denuncia manipulação de câmeras corporais

A Human Rights Watch divulgou nota denunciando evidências graves de desvio de conduta da polícia na operação. A organização destacou a manipulação de câmeras corporais e sugeriu mortes intencionais, com 40% das vítimas atingidas na cabeça, 60% baleadas quatro vezes ou mais e 75% recebendo também um tiro nas costas.

A entidade afirmou que nenhuma das mortes foi filmada pelos agentes, o que reforça as suspeitas de execuções sumárias.

Familiares exigem laudos e depoimentos das investigações

As mães das vítimas relataram que não tiveram acesso aos laudos das perícias nem aos depoimentos dados aos investigadores após a tragédia. Maria Edvalda Cândida de Souza, mãe de Cleiton Cesar, e Ana Paula Muniz, mãe de Diego dos Santos, também cobraram respostas e justiça.

Ana Paula Muniz lembrou que enterrou o filho um dia antes do aniversário dele e que ainda aguarda um laudo que esclareça as circunstâncias da morte.

Jovens ativistas cobram ações do Estado e mudança de postura policial

Durante o ato, jovens ativistas denunciaram a rotina de violência na comunidade e cobraram ações do Estado. Eles querem que a atuação do Poder Público fortaleça serviços públicos e projetos sociais, além de uma mudança de postura violenta da polícia com a juventude negra da periferia.

Jéssica Soares de Oliveira, moradora da Penha, lembrou que a operação deixou famílias enlutadas e crianças traumatizadas. ‘A gente vive com medo’, revelou.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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