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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, impulsionada pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Por Robson Silva Moreira
Superávit é o segundo melhor para o mês de setembro
O desempenho da balança comercial em setembro foi o segundo melhor para o mês, ficando atrás apenas de setembro de 2023, que registrou superávit de US$ 9,18 bilhões.
O superávit de setembro de 2026 foi mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões.
Exportações lideradas por petróleo, combustíveis, soja e cobre
As exportações cresceram 12,9% em setembro, alcançando US$ 34,42 bilhões. A indústria extrativa foi a principal responsável pelo aumento, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.
Produtos como petróleo bruto, minério de cobre, farelos de soja e combustíveis foram destaque nas exportações.
Importações recuam 2,4% e corrente de comércio atinge novo recorde
As importações brasileiras tiveram leve recuo de 2,4% em setembro, totalizando US$ 26,68 bilhões. A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica.
A queda nas importações foi influenciada principalmente pela redução nas compras de bens de capital e bens intermediários.
Projeções para 2026 são revisadas para baixo
Apesar do bom desempenho em setembro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.
A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, e a projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.


