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Vídeos falsos criados por inteligência artificial e a informação de baixa qualidade superaram as tradicionais fake news como a principal ameaça digital às eleições e à democracia. O alerta foi feito pelo Guia Internet, Democracia e Eleições, publicado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Por Robson Silva Moreira
Mudança no formato da desinformação
O guia destaca que, enquanto em 2018 as redes abertas como o Facebook eram os principais meios de circulação de desinformação, atualmente redes mais restritas, como o WhatsApp, são a principal via de difusão. A disseminação de desinformação tornou-se mais distribuída, com circulação simultânea em múltiplas plataformas.
Vídeos falsos e inteligência artificial
O vídeo passou a ser o principal vetor de desinformação, quase sempre acompanhado de um texto curto que legitima a narrativa falsa. Ferramentas de inteligência artificial generativa, que já tiveram impacto no ciclo eleitoral de 2022, devem ter ainda mais influência este ano, com direcionamento atrelado a perfis específicos de usuários e estruturas complexas de roteiro.
Impacto das plataformas digitais
As plataformas digitais ocupam um lugar central na forma como os brasileiros se informam. A coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, destaca que essas empresas são orientadas por objetivos econômicos, e não pelo interesse público. Compreender como os conteúdos são distribuídos é fundamental para fortalecer a integridade da informação e a democracia.
Risco das deepfakes e desconfiança pública
O realismo das deepfakes pode enganar até eleitores experientes, fomentando a desconfiança generalizada sobre qualquer tipo de informação. A perda de confiança em instituições como a imprensa e o Judiciário, somada à polarização política, contribui para que convicções pessoais se sobreponham à verificação dos fatos.


