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Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novamente usar a força militar na América Latina e Caribe para proteger os interesses americanos.
Por Robson Silva Moreira
Ameaças diretas à Venezuela
Trump afirmou que os EUA não permitirão que ameaças à América ganhem terreno no Hemisfério Ocidental. Ele destacou a invasão ilegal promovida contra a Venezuela em janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.
O presidente dos EUA comemorou o acordo petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que garante o controle de até 21% do petróleo venezuelano a uma empresa ligada ao Pentágono.
Comparação entre cartéis e terroristas
Durante o discurso, Trump comparou os cartéis de drogas da América Latina a organizações terroristas como o ISIS. Ele afirmou que acionou as Forças Armadas dos EUA para eliminá-los.
A posição da Casa Branca tem sido criticada por analistas, que alertam para o risco de interferência na política interna dos países latino-americanos.
Reação de líderes latino-americanos
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que discursou antes de Trump, ressaltou que o Brasil não aceita ingerência externa. Ele criticou a interferência dos EUA em processos eleitorais e investidas neocoloniais.
A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum elevou o tom contra medidas dos EUA que considera ingerência em assuntos internos, defendendo que a luta contra os cartéis não pode servir de desculpa para intervenções externas.


