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Três anos após o início do conflito em Gaza, o plano de paz mediado pelos Estados Unidos não trouxe a tranquilidade esperada. Desde o anúncio de cessar-fogo, há cerca de um ano, 1.431 palestinos foram mortos, o que representa quase quatro óbitos por dia.
Por Robson Silva Moreira
Bombardeios diários e morte de civis
Dados do Ministério da Saúde local indicam que os bombardeios aéreos de Israel contra áreas densamente povoadas em Gaza continuam diários. Entre 23 e 30 de setembro, 29 palestinos foram mortos e 147 ficaram feridos.
Impasse no plano de paz
O Hamas aceita se desarmar apenas após a saída de Israel de Gaza, enquanto Israel exige o desarmamento do grupo antes de qualquer retirada. Esse impasse tem impedido avanços significativos no plano de paz.
Israel também veta o retorno de palestinos do comitê de reconstrução a Gaza, dificultando ainda mais a recuperação do território.
Crise humanitária e falta de ajuda
A produção diária de refeições quentes em Gaza deve diminuir significativamente devido à falta de financiamento. Apenas 40% dos US$ 4 bilhões solicitados para ajuda humanitária foram transferidos.
O Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocha) estima que 1,4 milhão de pessoas em Gaza enfrentem níveis de insegurança alimentar aguda entre julho e dezembro.


