Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), quatro profissionais contam suas trajetórias de superação e os desafios enfrentados em suas áreas de atuação.
Por Robson Silva Moreira
Fotógrafo cego captura beleza em cada detalhe
Luciano Ambrósio, de 57 anos, mora em Ceilândia (DF) e perdeu a visão aos 24 anos. Desde então, ele encontrou na fotografia uma forma de expressar sua percepção do mundo.
Luciano utiliza um software de voz para operar a câmera e mapeia o ambiente pelo tato e pelos sons. Ele está prestes a lançar seu primeiro livro, ‘Meu olhar’, que reúne imagens e poesias.
A esposa de Luciano, Edna Teodoro, destaca a capacidade de criação do fotógrafo e lamenta episódios de capacitismo que ele enfrenta. ‘Recentemente, fomos fazer um lanche no shopping e a atendente me perguntou o que ele iria querer, como se ele não pudesse compreender’, relata.
Estilista goiana enfrenta ataques na internet e luta por justiça
Juliana Santos, de 40 anos, é estilista e mora em São Paulo. Ela sofreu uma série de ataques na internet que afetaram sua atividade profissional, resultando em cancelamentos e perda de contratos.
Em 12 anos de trabalho, Juliana produziu mais de 2.300 vestidos. Em 2024, foram 678 vestidos, mas em 2025, o número caiu para 68. Para 2026, até o momento, foram fechados 28 contratos.
A estilista ingressou na Justiça pedindo reparação e espera por uma investigação que esclareça os ataques. Ela planeja apresentar um vestido como manifesto contra o capacitismo nas redes sociais.
Professora de educação física incentiva movimento e saúde
Carolina Belfort, de 40 anos, é professora de educação física e dá aulas no Riacho Fundo (DF). Cadeirante desde a infância, ela incentiva alunos de diferentes faixas etárias a praticarem esportes e dança.
Carolina explica que perdeu o movimento das pernas após um tiro acidental e que, na escola, ela estimula a atividade física e a dança, mesmo nos intervalos.
A professora lamenta não ter se sentido incluída nas atividades escolares devido à deficiência e ao gênero, mas destaca que hoje se sente valorizada e respeitada pelos alunos.
Atleta surda conquista medalhas e transforma a vida
Daniela Francescutti, de 56 anos, é funcionária pública e atleta surda. Desde 2007, ela pratica natação e participa de competições masters.
Daniela conquistou três medalhas no Open Panamericano em Guaiaquil (Equador) e representa o Distrito Federal nas competições nacionais de surdos.
A prática esportiva transformou sua vida, melhorando a alimentação, o sono e aumentando sua disposição para colaborar com a equipe.


