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Mulheres em situação de violência e mães atípicas de todo o país passam a contar com teleatendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Por Robson Silva Moreira
Público-alvo e objetivo do teleatendimento
O serviço é direcionado a mulheres com 18 anos ou mais que vivenciam situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Além disso, abrange mães com sobrecarga de cuidado não remunerado, como cuidadoras de pessoas com deficiências, familiares neurodivergentes ou com doenças raras.
O objetivo é oferecer um espaço seguro e sem julgamentos para compreender a situação vivida pelas pacientes e construir estratégias de proteção, cuidado e bem-estar.
Como acessar o serviço
O teleatendimento psicológico pode ser acessado gratuitamente por meio do aplicativo “Acolhe Mais”, disponível na página inicial do Meu SUS Digital ou no site. Não é necessário encaminhamento prévio por outra unidade de saúde ou documentos que comprovem a situação de violência ou vulnerabilidade.
Para utilizar o serviço, a mulher interessada deve fazer o cadastro preenchendo um formulário online e respondendo às perguntas do acolhimento digital.
Procedimento e atendimento
Após o envio da solicitação, a equipe de profissionais avalia as informações e retorna à paciente em até 24 horas. Feito o agendamento, a usuária recebe a confirmação da consulta, orientações, lembretes e o link para a videochamada.
As sessões de teleatendimento têm duração mínima de 50 minutos e ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. A jornada prevê acolhimento inicial e acompanhamento psicológico, com ciclos de até 10 sessões e possibilidade de renovação.


