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Um relatório da Oxfam, publicado antes da COP31, na Turquia, revela que os 8 milhões de pessoas mais ricas do mundo geram mais poluição por carbono do que os 3,5 bilhões mais pobres. Além disso, os super-ricos conseguem se proteger das consequências climáticas e ainda lucram com a destruição.
Por Robson Silva Moreira
Desigualdade nas emissões de carbono
A parcela de 0,1% mais ricos da população mundial é responsável por mais emissões de carbono do que os 3,5 bilhões de pessoas mais pobres. Uma pessoa pertencente aos 0,1% mais ricos contribui quase 400 vezes mais para as atuais ondas de calor extremo do que alguém que faz parte dos 50% mais pobres.
Impactos desproporcionais sobre os mais vulneráveis
As pessoas em maior vulnerabilidade sofrem os piores impactos dos desastres climáticos, como casas e plantações destruídas por enchentes ou incêndios, além de meios de subsistência perdidos e fome. A análise da Oxfam indica que apenas um ano de emissões dos 1% mais ricos causará 1,9 milhão de mortes adicionais relacionadas ao calor, sendo 78% dessas mortes em países de renda baixa e média-baixa.
Lucros e proteção dos super-ricos
Os super-ricos podem comprar sua segurança, refugiando-se em bunkers subterrâneos de alta tecnologia, contratando equipes privadas de combate a incêndios e adquirindo seguros privados. Além disso, eles lucram ativamente com as consequências da poluição que geram, explorando desastres climáticos para promover políticas que aprofundam a desigualdade.
Recomendações da Oxfam
A Oxfam recomenda que os grandes poluidores paguem e reduzam suas emissões de carbono por meio de impostos sobre riqueza e renda, tributação sobre empresas de combustíveis fósseis e impostos punitivos sobre bens de luxo altamente poluentes. Além disso, sugere aumentar o financiamento climático para o Sul Global e garantir uma infraestrutura pública resiliente ao clima.


