Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.
Entre 1970 e 2022, as populações de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram 73%, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado pelo WWF Internacional.
Por Robson Silva Moreira
Declínio acelerado em diferentes ecossistemas
O Índice Planeta Vivo (IPV) mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.
O Índice de Água Doce registrou o maior declínio, de 85% em 52 anos, equivalente a uma média de 3,6% ao ano. Espécies de água doce enfrentam ameaças como barragens e desvios que bloqueiam rotas de migração.
O Índice Terrestre registrou uma queda de 69% no período, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho apontou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.
Variações regionais no declínio das populações
A América Latina e o Caribe apresentaram um declínio de 95% nas populações de animais silvestres. Na África, a queda foi de 80%.
Na Europa e Ásia Central, o declínio foi de 23%, enquanto na América do Norte a queda foi de 28%. A Ásia e a Região do Pacífico registraram uma diminuição de 49%.
Impactos econômicos e sociais da perda de biodiversidade
A perda de populações de espécies ameaça a estabilidade econômica, a segurança geopolítica e o bem-estar humano. Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 dependem de trabalhos que são impactados pela diminuição das populações de espécies.
O relatório destaca que a humanidade conhece os caminhos para frear e reverter o declínio da biodiversidade. Exemplos de recuperação incluem a população de onças pintadas na Mata Atlântica, que cresceu 280% de 2019 a 2025, e a tartaruga-verde, que passou de Ameaçada para Pouco Preocupante após 50 anos de trabalho em mais de 80 países.


