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Aranhas, escorpiões e serpentes são responsáveis por muitos acidentes atendidos pelos serviços de saúde. Em caso de picada, a orientação é evitar métodos caseiros e procurar atendimento médico imediatamente.
Por Robson Silva Moreira
Ações imediatas em caso de picada
Lavar o local com água e sabão, manter a vítima em repouso e buscar atendimento médico são as recomendações gerais. Não devem ser feitos cortes, perfurações ou torniquetes, nem aplicadas substâncias sobre a região atingida.
Em São Paulo, há 242 Pontos Estratégicos de Soro Antiveneno (PESAs) preparados para atender vítimas de envenenamento. A relação das unidades pode ser consultada no mapa disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde.
Cuidados específicos para cada animal
Aranhas: poucas espécies oferecem maior risco, como a viúva-negra, a aranha-armadeira e a aranha-marrom. A aranha-armadeira costuma ser encontrada em plantações e ambientes urbanos, enquanto a aranha-marrom prefere locais escuros e protegidos.
Escorpiões: estão cada vez mais presentes nas cidades, como o escorpião-amarelo, o escorpião-marrom e o escorpião-amarelo-do-nordeste. O escorpião-amarelo é responsável pelos acidentes de maior gravidade.
Cobras: podem aparecer em áreas urbanas durante períodos chuvosos. A orientação é não tocar no animal e acionar órgãos preparados para a retirada segura, como a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros.
Identificação das serpentes peçonhentas
A cascavel é encontrada em áreas secas e abertas e tem um chocalho na extremidade da cauda. As jararacas são responsáveis por grande parte dos acidentes ofídicos no país e têm boa camuflagem.
As corais têm coloração característica, mas a população não deve tentar distinguir uma coral verdadeira de uma falsa. A surucucu é a maior serpente peçonhenta das Américas e vive em áreas de mata.


