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A tradicional Lavagem da Madeleine, evento afro-brasileiro que reúne milhares de pessoas em Paris, não obteve autorização da Igreja para ser realizado nas escadarias da igreja de mesmo nome. A celebração, que conta com apoio do Brasil, foi transferida para a área pública em frente ao templo, onde são esperadas 60 mil pessoas.
Por Robson Silva Moreira
Mudança de local após negativa do pároco
A lavagem das escadarias da igreja de La Madeleine foi transferida para a área pública em frente ao templo após o pároco, Monsenhor Patrick Chauvet, informar que não permitiria a lavagem da escadaria em 2026.
A 25ª edição da Lavagem lamenta a decisão e informa que permanece aberta ao diálogo.
Apresentações artísticas e atrações confirmadas
Além dos rituais religiosos, a celebração contará com apresentações de artistas e terá a cantora Mariene de Castro como a principal atração.
A festa espera uma centena de artistas, incluindo o cantor Jau, a artista franco-brasileira Gildaa e Lorena Pires, residente da Academia de Ópera Nacional de Paris.
Importância cultural e histórica do evento
A Lavagem da Madeleine é inspirada na tradicional Lavagem da Igreja do Bonfim, em Salvador, na Bahia, e é reconhecida pelo Ministério da Cultura francês como patrimônio imaterial desde 2022.
O evento integra a Rota dos Escravizados da Unesco, parte de um roteiro cultural internacional que conecta locais relacionados à história da escravidão.
Convocação para apoio e resistência cultural
A organização do evento convoca artistas, instituições culturais, líderes religiosos, movimentos sociais, brasileiros, franceses, imigrantes e todas as pessoas comprometidas com a liberdade religiosa, a diversidade e direitos a apoiarem a 25ª edição da Lavagem.
A concentração será na Place de la République, de onde um cortejo sairá ao som de samba, maracatu, capoeira e de uma ala de baianas.


