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Pacientes com alopecia areata relatam trajetória para recuperar autoestima

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Pacientes com alopecia areata relatam trajetória para recuperar autoestima

Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br. Fonte original: agenciabrasil.ebc.com.br.

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A alopecia areata, doença autoimune que provoca queda de cabelo em qualquer fase da vida, afeta cerca de 2% da população mundial. Pacientes relatam a trajetória de enfrentamento e recuperação da autoestima.

Por Robson Silva Moreira

A doença e seus sintomas

A alopecia areata é caracterizada pelo ataque do organismo ao folículo piloso, causando episódios de queda de cabelo que podem ocorrer em qualquer etapa da vida. A doença pode se manifestar de três formas: queda de cabelo em pequenas áreas do couro cabeludo, alopecia areata total, com perda de todo o cabelo do couro cabeludo, e alopecia areata universal, com perda de todos os pelos do corpo.

O diagnóstico é feito através de exame clínico das áreas sem pelos, sem a necessidade de exames laboratoriais ou de imagem. A dermatologista Enilde Borges Costa explica que a doença não provoca lesões, cicatrizes ou feridas no couro cabeludo, apenas a falta de cabelo na área afetada.

Impacto emocional e tratamento

A alopecia areata está relacionada a questões emocionais e tem um componente genético. Episódios de estresse podem desencadear crises, mas focar apenas na questão emocional pode gerar culpa no paciente.

O tratamento pode incluir corticoides, pomadas e cremes, mas o uso prolongado de corticoides pode resultar em efeitos colaterais, como perda de densidade óssea. A dermatologista Enilde Borges Costa destaca a importância do acompanhamento frequente com exames laboratoriais.

Histórias de pacientes

Beatriz Santos, revisora de livros, convive com a alopecia desde 2008 e passou por diversos tratamentos, incluindo corticoides e injeções no couro cabeludo. Após desenvolver osteopenia, ela decidiu interromper o tratamento e hoje convive com a alopecia areata universal.

Juliana Fernandes, do setor imobiliário, teve o primeiro episódio de alopecia aos 10 anos e convive com a alopecia areata universal há mais de 20 anos. Com a ajuda de terapia e de um grupo de apoio, ela aprendeu a lidar e aceitar a própria diferença.

Apoio e acolhimento

A dermatologista Enilde Borges Costa criou o Alopecia Areata Grupo de Apoio (AAGAP), que se reúne mensalmente em São Paulo e mantém um espaço ativo de escuta e troca de informações pelo Whatsapp. O grupo acolhe pacientes e familiares, oferecendo suporte emocional e informações sobre a doença.

Regina Ramos, psicóloga e mãe de um adolescente com alopecia areata universal, acompanha as pesquisas sobre a doença e trabalha os impactos emocionais da perda de cabelo, optando por preservar a saúde do filho.

Sobre o autor

ROBSON MOREIRA — Conteúdo publicado pela equipe editorial da Gazeta News Guarulhos.

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